Ao realizar uma compra não imaginamos o caminho que o produto adquirido percorre para chegar às nossas mãos.
Toda a cadeia produtiva fica completamente distante do consumidor final.
O mesmo acontece quando falamos de produtos de couro natural.
O cuidado com a pele dos animais, o trabalho nos curtumes, a indústria de artefatos de couro e o comércio desses produtos empregam mais de 50 mil pessoas, segundo o CICB (Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil).
Uma parcela desses profissionais atua como protagonista nas ações sustentáveis, como reciclagem da água utilizada, descarte correto dos resíduos e aperfeiçoamento das técnicas e processos.
Quanto mais a tecnologia é utilizada no desenvolvimento do setor, menos efeitos negativos são gerados ao meio ambiente.
Mas não é só isso.
Os trabalhadores também são beneficiados com melhores condições para realizar suas atividades.
Todas essas ações têm feito com que o mercado de couro no Brasil obtivesse excelentes resultados nos últimos anos.
Couro natural: o início de tudo
Em 1534, o couro começou a se destacar como um importante produto oriundo do gado. E foi por meio de Martim Afonso de Sousa que ele foi trazido para o Brasil.
A princípio a produção era caseira. Usava-se para fins de fabricação de itens de montaria.
Foi entre 1864 e 1870 que começaram a surgir os curtumes.
Em 1888, no Rio Grande do Sul, a primeira fábrica brasileira calçadista foi criada.
AS EXPORTAÇÕES DO COURO
Nosso país está no topo da lista dos maiores produtores mundiais de gado comercial e, até novembro de 2018, o CICB contabilizou um valor exportado de mais de US$ 1,3 bilhões.
E quanto mais gado comercial para diversos fins, mais couro natural é produzido.
De acordo com a APEX (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), a movimentação no setor de exportação de couro é considerável: abrange 337 empresas.
Cerca de 125 produtos, de diferentes tipos, são enviados para 100 países no globo, entre eles, Estados Unidos, China e Itália.
PROGRAMA BRAZILIAN LEATHER ? O COURO BRASILEIRO
O CICB é parceiro da APEX em um projeto que está incentivando a venda do material para o exterior.
Há quase 20 anos o programa Brazilian Leather, criado no ano de 2000, tem feito a diferença no setor do couro natural.
O sucesso é tanto que, desde sua criação, o Brasil aumentou as exportações, passando de US$ 760 milhões para mais US$ 1,8 bilhão em 2017.
A missão do programa, que foi renovado até 2020, é apoiar os curtumes a expandir o comércio de couro natural com outros países.
Para atingir esse objetivo várias ações são tomadas de modo a aumentar a competitividade, como promoções comerciais e de imagem, estudo de mercado e preocupação com processos sustentáveis.
Micro e pequenas empresas de couro natural
E o mercado de couro no Brasil também está de olho nos menores.
O CICB e a Assintecal (Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos) firmaram um acordo para estimular a inclusão, das micro e pequenas empresas de couro natural, no mercado externo.
Mais oportunidades e mais empregos.
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Até a próxima!
Fonte: Caio Couros